A cantora pop americana Lady Gaga, de 24 anos, disse em entrevista ao programa de TV Larry King Live, que seu teste de lúpus deu positivo. A informação é do site da revista People, que cobre celebridades e cultura popular.
Para acalmar os fãs, a cantora disse que ainda não apresenta nenhum sintoma, mas que deve cuidar da saúde. Gaga tem histórico familiar da doença, que ataca o sistema imunológico. Sua tia Joanne morreu aos 19 anos em decorrência de lúpus.
O estado físico de Lady Gaga começou a atrair atenção depois de ela ter desmaiado antes de subir ao palco em Indiana, em janeiro, e de ter passado mal durante um show na Nova Zelândia, em março. A assessoria da popstar disse, em nota, que o desmaio nos EUA foi em decorrência de exaustão e desidratação.
Recentemente, a cantora disse que vinha sentindo palpitações, mas que era apenas consequência de fadiga pelo excesso de trabalho. A última vez em que ela passou mal foi por um problema respiratório em Tóquio, mas, depois de receber um pouco de oxigênio, voltou ao palco. Gaga, que se recusa a sair de férias, também afirmou que não usa mais cocaína nem fuma.
A doença
O lúpus é uma doença inflamatória autoimune (ataca as próprias células e tecidos do corpo) que não tem causa conhecida e atinge principalmente mulheres entre 15 e 35 anos.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas em geral incluem anemia, doença renal, dores nas articulações, problemas de pele e de fígado, inflamação na pleura (membrana que reveste os pulmões) e no pericárdio (bolsa que envolve o coração), e alterações nos glóbulos brancos e nas plaquetas. A doença também pode afetar o sistema nervoso.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais pedidos por um reumatologista. O lúpus não é contagioso e ainda não se sabe como preveni-lo nem curá-lo. O que é possível evitar são consequências mais graves; por isso é recomendável evitar a luz solar e cuidar da saúde para não desenvolver cardiopatias, diabetes ou hipertensão arterial.
O tratamento em geral inclui o uso de corticoides e imunossupressores, em caso de manifestações nos órgãos, e de cloroquina, em caso de problemas de pele.
O lúpus pode ser fatal, mas a taxa de sobrevivência é cada vez maior. Nos EUA, Canadá e Europa, chega a 95% nos cinco primeiros anos; 90% em dez anos e 78% em 20 anos. As informações são do Estadão.